terça-feira, 9 de outubro de 2012

Deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar!


Hoje me peguei pensando na vida, mais uma vez. Essa semana tenho feito muito isso, e não sei se me faz bem ou mal pensar na vida, porque na maioria das vezes, chego à péssimas conclusões sobre como eu a levo.
Sou o tipo perfeito de pessoa "faça o que eu digo, e não o que eu faço". Dou conselhos ótimos pras pessoas, eu devia escutar os meus próprios conselhos! 
Parei pra pensar no quanto eu já fui idiota nessa vida, de quantas vezes eu já fui feita de trouxa, já deixei as pessoas pisarem em mim, me fazerem mal. Quantas vezes eu rastejei aos pés de alguém que só me tratava mal, já me preocupei com gente que me apunhalou pelas costas. Não sei se me orgulho disso ou não. Sei que de todas as experiências ruins (que mesmo com a pouca idade, não foram poucas!), eu tirei algo de positivo. Tenho esse dom de tirar coisas positivas das situações ruins, mesmo quando parece não ter nada de bom para se aprender.
Hoje eu sigo uma filosofia de vida muito diferente da que eu seguia há uns anos atrás. Aliás, receio que não tivesse nenhuma filosofia de vida, que fosse só mais uma pessoa vivendo um dia após o outro.
Isso é crescer e amadurecer? Talvez na vida a gente só tenha que aprender a apanhar, e virar o outro lado da face. Afinal, fazer mal à quem te faz mal é se igualar, se rebaixar. E eu não quero ser igual, tenho uma vida e cuido dela muito bem.
Tenho percebido também a minha enorme falta de tolerância com algumas situações. Isso me faz pensar se talvez eu não esteja ficando chata com as pessoas.
Às vezes eu só queria uma pessoa que respondesse todas as minhas perguntas e dúvidas, é muito difícil aceitar que você cresceu e tem que encontrar as respostas para as suas perguntas sozinha. 
E quando eu não consigo encontrar minhas respostas, tenho ficado bastante abalada. Essa obrigação de crescer, deixar a infantilidade de lado e encarar as coisas com mais seriedade, menos sentimento. Começar a ser uma pessoa rígida.
Não sei se consigo ser assim, sempre fui mole, uma manteiguinha derretida, chorando por tudo e se ofendendo com tudo. Tenho minhas dúvidas se vou amadurecer! hahaha
Enfim, acho que o jeito é continuar levando a vida, aprendendo com as situações, amando e respeitando o próximo, mesmo que não seja recíproco. Tentar encontrar um meio termo entre o doce e o amargo, e ser assim. 


"Deixa pra lá, eu devo estar viajando
Enquanto eu falo besteira, nego vai se matando
Então deixa!"

Marcelo D2 - Desabafo








sexta-feira, 10 de agosto de 2012

      Às vezes eu me sinto como uma formiguinha. Tendo que desviar dos gigantes que tentam me esmagar, carregando nas costas cinquenta vezes o meu próprio peso para conseguir, com dificuldade, chegar em algum lugar.
      Sozinha, pequena, insignificante, igual à outras milhões. Lutando todos os dias contra o cansaço e a injustiça do dia a dia. Sobrevivendo à tudo isso forte, intacta, inatingível. Porque por mais frágil que eu pareça, sei que posso conquistar o formigueiro inteiro contando apenas com o meu esforço...
      E apesar de ser tão difícil resistir à tentação de desistir e fazer o que é mais fácil para minha insignificância, sigo em frente, com os olhos no prêmio, desviando todos os dias dos obstáculos que tentam insistentemente me parar.



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Confissões e lamentos de um saco plástico


Eu estava bem na minha quando me utilizaram. Colocaram os produtos do mercado dentro de mim e eu desempenhei meu papel perfeitamente bem! Não arrebentei, não machuquei, nada!

Eis que resolveram me jogar no chão num dia de vento fortíssimo.

Voei por aí e rolei no pelo chão, sem rumo algum.

O tempo fechou, veio a chuva e saiu me carregando junto com ela. Primeiro me prendeu ao chão e foi me levando para onde ela bem queria.

Até que ela resolveu me deixar num bueiro qualquer, e lá acabei encontrando muitos amigos com histórias bem parecidas com a minha!

Nós tomamos conta do bueiro e dificultamos a chuva de entrar nele. Mas a culpa não foi nossa! Éramos tantos uns em cima dos outros, que não conseguíamos sair daquele bueiro e deixar a água da chuva entrar lá.

Resultado: tantos outros saquinhos sofreram igual a mim em milhares de bueiros pelo Brasil. Atrapalharam a chuva de seguir o seu curso e a água dela foi enchendo as ruas, criando quase que um mar de água de chuva.

Muitas pessoas devem ter contraído doenças, perdido alguns móveis dentro de casa, pois a enchente tornou-se gigante!

Eu, um simples saquinho, criei um estrago que nem sabia que poderia criar. Vi que faço a diferença, mesmo parecendo que não.

Mas eu não queria nada disso! Eu aceitaria numa boa ser jogado na lixeira corretamente e não causar dano nenhum à população.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tento sair da monotonia destas palavras, mas simplesmente falta português para descrever o que sinto por ti. É a vontade de ser a tua força quando estiveres fraco e ao mesmo tempo a necessidade de ser o teu ponto fraco quando a auto-estima estiver ultrapassando todos os limites.

Poderia descrever este sentimento como uma antítese sem culpa alguma. Qualidades e defeitos, beijos e tapas, declarações de amor francas e xingamentos. Nada mais é do que as duas coisas ao mesmo tempo, completando-se. Representando a mais profunda concepção de casal.

Sim, porque tolo é quem pensa que casal bom é aquele que não briga. Casal que não briga, não sente ciúmes, perfeitinhos demais, são superficiais.

Quando existe sentimento puro e verdadeiro, os defeitos são notórios. Mas os defeitos é que dão um quê de perfeição ao que se chama de amor, nosso amor.

Apresentar-nos foi missão do destino, mas o resto é por nossa conta.

Sorte a do destino que ficou com a parte mais fácil desta história toda. Sorte a dele que não precisará passar noites em claro fartos de preocupação, que não vai escutar coisas desgradáveis e nem chorar quando for magoado. Mas azar o dele que não ganhará os teus beijos nem os teus abraços. Azar sim, ele não escutará as juras de amor, nem fará os planos para o futuro, nem irá ao céu quando ouvir uma declaração de amor tua. Poderia dizer inúmeros motivos pelo qual o destino é azarado por não te ter. Aliás, não só o destino, mas o resto do mundo também. Visto que a única pessoa que têm você sou eu. Só eu. Só meu.

Poderia me desculpar pelas ofensas, pelas coisas ruins. Mas acho que os defeitos de um prédio muitas vezes o torna forte e duradouro e, sendo assim, por quê eu iria querer tirar os nossos defeitos? Não dá para saber se um deles fortalece tudo isto que chamamos – com tanta certeza – de amor.

Não sei dizer ao certo qual é o segredo do nosso sucesso. Não diria se soubesse também. Cada um vive, escolhe viver do jeito que quiser e assim também deve ser com os amores. Cada um por si. Ou melhor, cada casal por eles.

Cuidarei de nós, cuidarei de você, isto eu garanto.

O nosso segredo fica guardado entre nós, como tantas outras coisas.

sábado, 26 de março de 2011

E eu me pergunto: onde foram parar os príncipes encantados? Onde foi parar a poesia? O romantismo? As flores? As serenatas de amor?

De quem é a culpa? Dos homens?

Não concordo.

Na minha opinião, a culpa, em grande parte, é das mulheres. Essas, que não sabem se valorizar, não mais. Essas, que dão em cima descaradamente de um homem comprometido. Essas, que não fazem a menor questão de mostrar suas qualidades internas, gostam de mostrar o tempo todo o quanto tem a oferecer, mas por fora.

Mulheres que viraram objeto. Sim, a palavra é essa mesma, objeto! E digo mais: descartável. Ou, talvez, reutilizável.

Não fazem mais questão de serem amadas. Estão satisfeitas apenas com serem desejadas.

O respeito não é mais importante, elas não fazem questão. Romantismo? Para quê? O negócio é ser desejada por todos. Desejada, bem diferente de amada, repito.

Hipocrisia dizer que os homens não prestam, quando na verdade, quem deixou tudo isso acontecer foram as próprias mulheres. Permitiram que o romantismo acabasse, que o respeito acabasse. Jogaram e pisotearam a própria auto-estima, ficaram satisfeitas com pouco.

Não idealizam mais o “cara perfeito”, e quando idealizam, ele tem mais músculos do que cérebro. Ele, na maioria das vezes, é um troglodita, grosso. Mas se for bonitinho, já está bom para elas.

Diante de toda esta situação, minha indignação chega ao seu ápice quando aquela mulher vulgar, de roupas vulgares e linguajar inadequado diz que não consegue encontrar o homem perfeito, o príncipe encantado. Talvez ele já tenha passado diversas vezes ao seu lado, ou até mesmo tenha olhado para você com uma ponta de paixão ou interesse. Mas você estava ocupada demais olhando para os caras musculosos que te tratavam como um objeto, os lobos disfarçados de príncipes.

Uma Mulher Chamada Guitarra

Uma Mulher Chamada Guitarra

Vinicius de Moraes


Um dia, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era "a música em forma de mulher". A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam um mot d'esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.


0 violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina — viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo — o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada, mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.

Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar, preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.

Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim), se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se a suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Oistrakh ou um violoncelo nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer "passado na cara" por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-Fome, da Favela do Esqueleto.

Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d'amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas... Até na maneira de ser tocado — contra o peito — lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.

Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seus tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranqüila num céu alto? E eu vos responderei; um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.


(trecho do livro Para Viver Um Grande Amor)

quinta-feira, 10 de março de 2011

E qual é o problema em ser incomum?

Sabe, se tem algo que me irrita é alguém vir falar que eu sou chata por não gostar de certas coisas que os outros gostam.

Ouvi isso diversas vezes nesse carnaval, todos falavam que eu era muito chata por não querer sair de casa. É aquela história do “ah, todo mundo gosta, você tem que gostar também!”. Mas peraí, eu não posso ser diferente, então? Só porque todo mundo gosta, eu sou obrigada a gostar?

Não acho que funcione assim.

Sempre defendi a ideia de que a gente deve fazer o que gosta, o que nos faz bem. Desde a cor que vamos pintar o nosso desenho no jardim de infância, até qual profissão iremos seguir.

Fico realmente frustrada quando alguém vem com esse papo de que eu sou diferente, como se isso fosse super ruim.

Hoje em dia, tem gente até lutando para ser diferente, olha só! Parece que “ser diferente” virou um certo tipo de moda.

Por isso que eu digo, não sou diferente. Sou incomum. Sou eu, apesar de tudo, acima de tudo. E quem não estiver de acordo, se retire do local, e nem pense em vir me julgar!

Eu gosto do que eu tiver que gostar e ponto final. Não tem essa de todo mundo gosta, ou ser diferente.

O melhor que eu posso fazer da minha vida, é ser quem eu sou. E isso eu descubro com o passar dos dias.

Qual é o problema se eu gosto de rock antigo e tenho um piercing no umbigo? E o que que tem eu gostar de metal e usar saia rosa de babado? Me deixem!

O meu estilo de ser está mais relacionado ao meu bem estar do que ao tipo de músicas que eu gosto. Não me sinto obrigada a usar roupas rasgadas, preto e correntes só porque eu gosto de rock. Tampouco me sinto obrigada a usar roupas coloridas porque todo mundo está usando.

Esse tipo de estilo para mim, é só um estereótipo social.

A melhor parte de ser quem você é, e o que acontece comigo com frequência. As pessoas me julgam pela aparência, e depois descobrem que estavam completamente erradas. E eu adoro isso! Sim, porque eu adoro que os outros me julguem bastante e depois se arrependam de terem o feito.

Acho que se hoje em dia as pessoas soubessem ser elas mesmas, iríamos ter menos porcarias por aí.

Porque né... Eu não confio muito em uma pessoa que está satisfeita com a “cultura” da nossa geração.

Eu não preciso ser igual.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tantas vezes a gente se depara com coisas retrógradas no nosso caminho, e o pior é que a gente acaba aceitando isso, aceitando coisas que nos fazem andar para trás.
É aquela história: não adianta dar um passo para frente e três para trás, desse jeito podemos até chegar em algum lugar, mas vamos demorar tempo demais sem necessidade.
O que precisamos na maioria das vezes é coragem para dizer NÃO ao que nos atrasa. E essa coragem é a parte mais difícil de conseguir.
Acontece que chega uma hora que a gente simplesmente cansa de andar para trás, para os lados, para qualquer ângulo, menos para frente.
Então ficamos empanzinados de tanta porcaria e acabamos tomando coragem para dizer um grande e sonoro "vai tomar no cu" para tudo aquilo que está nos estagnando ou nos atrasando.
E quando isso acontece, quando você se vê livre de tudo de ruim, você sente uma paz e fica se perguntando o porquê de não ter feito isso antes.
Mas se você é meio indeciso como eu, não adianta querer forçar. Eu cansei, tentei, me desesperei. Mas a minha hora chegou, e eu simplesmente desisti.
Porque mesmo que a palavra "desistir" tenha um peso enorme, desistir de alguma coisa nem sempre é ruim.
Você só precisa saber se vai desistir do que está acostumado, mas não te faz bem, ou se vai ignorar (e desistir sem tentar) aquilo que pode mudar a sua vida de uma vez por todas.

E como disse o grande Caio Fernando Abreu: "Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Fui ser feliz e não volto!"

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Eu só queria saber por que nós, o futuro do país, somos tratados de um jeito desanimador.

Quem estuda na rede estadual (me refiro ao Rio de Janeiro, mas acredito que muitos outros estados passem pela mesma situação) sabe o que eu estou falando. Se ocorre algum problema, somos empurrados de lá para cá, ninguém tem boa vontade em nos atender de um jeito digno e decente e ver qual é o nosso problema, tentar resolvê-lo. E o mais cômico de tudo é que eles ganham um salário para isso.

Sinceramente, do jeito que esse governo não está nem aí para a educação, não me admira que o Rio, um dos “maiores” e mais “importantes” em vários fatores no Brasil está a frente somente do Piauí em educação.

Desanima estudar nesse lugar, somos tratados como qualquer coisa. As pessoas não tem motivação para ir à escola. Somos tratados como animais desde o motorista do ônibus até a diretora da escola.

Colocar ar-condicionado, reformar a escola e dar cartões novos não quer dizer nada para mim.

Não reclamo dos meus professores, todos são ótimos e tem o seu crédito devidamente debitado. Mas, reclamo é da administração das escolas, das pessoas que são diretamente ligadas com o governo.

E o mais engraçado é que todas as escolas públicas que eu estudei são assim!

É desesperador saber que quase nada que é público é de qualidade.

Por isso é que eu tenho tanta vontade de sair daqui do Rio. Não aguento mais esse descaso todo e eu não poder fazer nada. Minhas reclamações entram em um ouvido e saem no outro.

Como vocês esperam que nós sejamos o futuro do estado, do país, seja lá do que for, se somos tratados desse jeito? Somos seres humanos como vocês, morreremos do mesmo jeito e iremos para o mesmo lugar. Somos todos iguais independente de classe social, idade ou qualquer outra coisa. Temos os mesmos direitos. Não somos piores só porque não temos condições de pagar mensalidade em um colégio. Então parem de tratar-nos como se fôssemos qualquer coisa.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sabe quando você se sente diferente das pessoas a sua volta e ninguém te entende?

Eles falam sobre o capítulo da novela de ontem, e você fala dos problemas políticos no Brasil.

Eles ouvem Cine, você ouve Engenheiros do Hawaii.

Ninguém quer compartilhar o fone com você, ninguém quer falar sobre o assunto.

Você se sente estranho, mas na verdade, quem é estraho aqui?

Se ir contra as modinhas e futilidades que a mídia empurra para a nossa cabeça é ser estranho, prazer, sou a estranheza em pessoa!

Me recuso a aceitar essas coisas que só vão alienar o meu cérebro.

Me recuso a falar sobre assuntos que não dizem respeito ao meu futuro, ao meu bem estar. Me recuso a falar sobre assuntos que vão me deixar cada vez mais animal.

Se todos os adolescentes de hoje fizessem pelo menos um pouco disso, hoje as bandas se inspirariam no Cazuza, Legião e em outros mestres da MPB, e não tem bandinhas de meia hora dos EUA.

Só quero saber até quando essa alienação vai continuar.

Sabe? Acordar para a vida é bom, eu recomendo.



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Quando um relacionamento acaba, as promessas que ficam vão para onde?

Algumas delas não precisam acabar. Precisam apenas serem alteradas. Quando eu disse que eu ia te amar para sempre, isso é uma promessa que não vai acabar. Vai ser alterada. Eu espero que um dia eu consiga te esquecer no quesito paixão. Mas não preciso deixar de te amar, de te querer bem. Já que te odiar eu já sei que não tenho vocação. Porque mesmo quando eu estava no nível mais alto de mágoas eu não consegui te desejar morte. Eu só queria que você tivesse experiências que fizessem você aprender o que é bom ou o que é ruim para você. Mas, não me pergunte como, meu coração conseguiu perdoar. Veja bem, perdoar é diferente de esquecer. Esquecimento é uma função do tempo. O tempo é um amigo que a gente sente raiva às vezes... Porque ele age do jeito que ele quer. Ele não aceita pressões, nem súplicas. Nem mesmo quando você implora ele age do jeito que você quer. É meio egoísta, mas ele sabe que só assim a gente aprende.

Quando um relacionamento acaba e o amor ainda fica, acho que todo mundo sai machucado. E quando existe amor dos dois lados? Aí ferrou de vez. Porque a não ser que você seja um completo egoísta, você pensa duas vezes antes de fazer algo que magoe o outro. Esta relação de respeito é a prova mais pura de amor-pós-relacionamento.

Por que esse sentimento é tão delicado? Tão difícil de ser compreendido.

É um exagero que só. Eu quase vomito quando você chega perto de mim. Meu estômago parece que foi tomado por centenas de borboletinhas perdidas, voando para todos os lados. E a minha incapacidade de te olhar nos olhos me aflinge. Na verdade, eu tenho medo de você também estar olhando nos meus olhos, e os nossos olhos se encontrarem e você conseguir ler tudo o que se passa por trás desses olhos molhados com lágrimas. Um medo que não existia tempo atrás, quando o meu olhar só procurava o seu, e fazia dele uma moradia. Quando o achava, minha alma ficava mais calma, não importa o caos que estivesse em volta.

Falando em “em volta”, o tempo ainda pára quando você fala comigo. Eu fico surda, cega. Tudo em volta fica embaçado. Só consigo ver você, mesmo que eu não esteja olhando para você. É que na verdade, quando eu olho para você, tenho medo de os meus olhos não obedecerem e focarem na sua boca. E se eu não conseguir responder por mim? Melhor não arriscar.

Eu quero que você seja feliz. Queria que fosse do meu lado. Vou ficar frustrada se não for do meu lado. Mas ainda assim vou ficar feliz por você.

Eu acho que... só preciso conseguir te ver como um amigo, não mais como o amor da minha vida.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Hoje acordei com vontade de ser feliz.

Logo assim que levantei, joguei fora os meus medos e as lembranças ruins.

Coloquei a roupa que mais favoreceu a minha pele e a cor dos meus cabelos e fui para fora de casa. Fiquei feliz em ver que o céu estava muito azul, apenas manchado por leves nuvens alvíssimas.

Ouvi as músicas que me deixavam com um sorriso largo e bobo, sim, porque esses são os melhores e mais sinceros.

Procurei não pensar nas coisas ruins ao meu redor. Apenas deitei no chão com os braços envoltos da cabeça e olhei para o céu. Olhei para as nuvens. Vi tartarugas, cães, corações desenhados nelas.

O sol estava resplandescente como sempre! Seus raios me acolheram com afeição, dando um leve e gostoso calor à minha pele. Uma brisa passou despercebida e bagunçou os meus cabelos, e eu sorri.

Passei horas ali, que valiam por dias. Sim, porque as poucas horas em que passei ali, valeram por tantos dias em que passei remoída ao meu quarto, à minha cama, pensando no quanto as coisas estavam dando erradas e no quanto a minha vida estava estragada.

Mas hoje não... Hoje eu percebi que quem estraga a minha vida sou eu, e resolvi parar com isso.

Porque amanhã o dia pode não ser de sol, o tempo talvez não me permita olhar para o céu e ver as tartarugas, os cães e os coraçõeszinhos desenhados pelas nuvens. E a tristeza vai voltar a se alojar no meu coração por isto, e talvez não tenha volta.

Então, só por hoje, eu vou esquecer os meus amores que não deram certo, vou esquecer os meus problemas, mas não vou esquecer a minha vida. Porque esta quem controla sou eu, somente eu. Eu sei que eu sou mais forte do que todos os obstáculos, não é a toa que eu estou aqui hoje, não é mesmo?

Por isso eu vou terminar o meu dia hoje, olhando para as estrelas. Me inspirando nelas. Tão lindas, tão especiais, tão únicas. Me sentirei assim. E amanhã? Amanhã eu vejo como vou ser feliz de novo. Um dia de cada vez, é.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2O1O marcou.
Mas todo ano a gente fala isso, todo ano é marcante. Seja de um jeito ruim ou de um jeito bom.
Nesse ano, vimos catástrofes que deveriam nos fazer pensar: O que estamos fazendo com o planeta? Sim. O nosso planeta. Que um dia foi das gerações passadas, e um dia será das gerações futuras, nossos filhos, netos, bisnetos. Não vou começar com aquele discurso clichê de “salvem o planeta!”, mas sim, deveríamos pensar, o que estamos fazendo com o nosso lar? Certa vez uma professora minha disse que o ser humano é o único animal que não cuida do próprio lar. Agora entendo o que ela quis dizer.
A gente não leva nada disso a sério, achamos palhaçada, nunca achamos que será com a gente. Mas olhando para todas as desgraças que aconteceram neste ano, será que não está na hora de colocar a mão na consciência? Deixar as promessas de lado e começar a agir, a hora é agora.
Se você deixou para agir no ano que vem, então chegou a sua hora. O ano novinho está batendo na porta! E todas as suas doze idades com ele. Se você não foi feliz esse ano, não fez o que planejou, começa logo, começa agora! A cada ano que passa é uma chance nova que temos de fazer todos os outros valerem a pena, ou então fazer algo para que esse também possa valer.
O que eu desejo a todo mundo é que façam exatamente aquilo que queiram fazer. E que seja bom para você, e para todos ao seu redor.
2O11 marcará.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mesmo que o meu coração esteja partido em um milhão de pedaços, eu estou inteira. Parei de pensar que isso vai me impedir de ser feliz.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Todo mundo está falando da prisão dos MCs lá. Mas sinceramente, pelas músicas deles parecem sim que eles fazem apologia a essas coisas. Mas eu não acho que o errado sejam eles. E sim as pessoas que acham que tudo o que eles falam está certo. Ninguém aqui pode negar que a música deles falam de drogas, armas, violência, roubo e essas coisas. Minha opinião, eu não achei certa a prisão deles, mas entendo que qualquer um que apresentar relação com os chefes do crime no Rio de Janeiro vão sim ser apertados, julgados e até mesmo presos. A prisão deles foi um gesto digno de ditadura militar, mas também é muita insensatez da parte deles quererem cantar sobre esses bandidos logo no meio dessa operação toda que a polícia está fazendo. Foi quase como um deboxe, e eles tiveram a sua punição. As pessoas precisam entender que bandidagem não é legal, não é certo. Porque tudo isso leva ao problema da violência. Alguém aí viu Tropa de Elite I e II? Então. A gente sabe que o tráfico de entorpecentes, roubo e tudo mais o que esses caras fazem estão diretamente ligados com a morte de várias pessoas inocentes. Estão diretamente ligados também com a falta de paz dentro das comunidades, porque onde há criminosos, há sempre violência. Não digo que seja da parte deles, mas sim do confronto que um dia haverá dentro de uma comunidade por causa deles. E os MCs simplesmente cantam isso como se fossem coisas legais, mas não são. Na minha opinião, o que tinha que acontecer é uma mudança nas letras desses MCs. Sim, cantem. Mas não cantem e exaltem o crime, nem os criminosos. Porque um dia é isso aí que acontece.
Tem gente que acha que o Brasil não vai para frente porque a polícia prende esse tipo de gente. Mas pra mim, o Brasil regride ou fica estagnado justamente porque pessoas de cabeça fraca entram pro crime achando que é uma coisa legal. Porque se TODOS tivessem a consciência da merda toda que isso traz para o nosso país, aí sim o Brasil iria pra frente. Sem violência, sem tráfico, sem drogas, sem mortes de inocentes.
Minha opinião. Não gostou? Saiba ser gente e aceitar. ;)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Canção dos 17 anos.

Capital Inicial - Olhos Vermelhos


Os velhos olhos vermelhos voltaram
Dessa vez com o mundo nas costas
E a cidade nos pés

Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr se nunca me vejo de frente?
Parei de pensar e comecei a sentir.

NADA COMO UM DIA APÓS DIA
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram
De vez.

Os velhos olhos vermelhos enganam
Sem querer
Parecem claros, frios, distantes
Não tem nada a perder

Por que se preocupar por tão pouco?
Por que chorar se amanhã tudo muda de noite?
Parei de pensar e comecei a sentir.

Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A vida é como uma partida de futebol em uma final de campeonato.

Nós temos o primeiro tempo, a nossa infância e adolescência. Ali, mais ou menos do nosso nascimento até os 20 anos... Onde nos é permitido (nem tanto assim, não é?) errar passes, chutar a bola na arquibancada, cometer faltas. Até quem sabe, uns cartões amarelos. Precisamos correr atrás do tempo para fazer gols e conseguir ir para o segundo tempo com mais tranquilidade.

E aí temos a nossa fase adulta. Se no primeiro tempo nós marcamos muitas faltas, erramos muitos passes e não fizemos nenhum gol, fica mais complicado um pouco, pois o tempo já está quase acabando, e nós precisamos marcar gols para conquistarmos o campeonato e tomar muuuuito cuidado com os cartões vermelhos, eles são os mais perigosos!

Mas se o segundo tempo acaba e mesmo assim não conseguimos marcar nenhum gol, temos a prorrogação, que é a nossa velhice. Mas aí o nosso time já está muito desgastado, e começamos a ficar desesperados para fazer um gol antes que a prorrogação acabe. Porque quando a prorrogação acaba, temos apenas os pênaltis, que são praticamente golpes de sorte. Nunca podemos reduzir nossa vida à sorte. Empurrar com a barriga para no final, talvez chegar aos pênaltis e termos chances de marcar gols.

Por isso que precisamos fazer da nossa vida um time campeão. Um time com garra, força de vontade para vencer. Um time que não se entrega às dificuldades e nem pressões. Um time que tenha capacidade de ser campeão por mérito, e não por pura sorte.



Nota: Me inspirei no FLUMINENSE FOOTBALL CLUB, meu TIME DE CORAÇÃO, CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2O1O ! ♥

PS: Hoje é meu aniversário. Parabéns pra mim.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

As vezes aparece na nossa vida uma verdadeira Escolha de Sophia. Escolher entre razão e emoção. Escolher entre o que o seu coração quer e entre o que a sua cabeça quer.

Geralmente, o que é melhor para nós é sempre o que a nossa razão nos manda fazer. Mas por que na maioria das vezes o nosso coração vence? Será que todos nós somos vacilantes diante dos nossos sentimentos sempre?

É difícil de escolher entre algo que é bom para você e algo que você deseja mais do que tudo...

A questão é que: qual é o jeito que te deixa mais feliz?

SEMPRE o que nos deixa mais feliz são as nossas escolhas pelo coração, porque a razão, mesmo sendo sábia, é fria.

Porque às vezes você encontra alguém que é exatamente tudo que você queria, mas não consegue se apaixonar por essa pessoa. Mas essa pessoa torna-se a razão.

E também tem vezes que você encontra alguém que é o contrário do que você deseja, mas se apaixona desesperadamente por essa pessoa. Essa pessoa torna-se a emoção.

Quem ganha essa guerra eterna entre nossas principais fontes de escolha?

Geralmente uma pessoa que já sofreu muito por escolher sempre a emoção, resolve escolher sempre a razão a partir de um certo momento.

Mas a questão é que: você seria feliz com o que a sua razão escolheu?

A verdade é que a razão sempre vai ser aquilo que é melhor para o nosso equilíbrio. Uma escolha racional sempre vai levar em consideração as chances de você se machucar, as chances de você sofrer. Você coloca na balança aonde isso vai te fazer bem, aonde vai fazer mal. É sempre uma escolha muito, eu diria, egoísta.

Entretanto, uma escolha emocional sempre vai ser intensa. Parece que a emoção simplesmente te cega, e você vai... Você não vê que talvez possa estar pulando em um precipício e a queda pode ser muito, muito dolorosa.

Pode ser que isso não aconteça também. Mas é incerto, como quase tudo nessa vida.

Só que sempre as escolhas emocionais nos deixam mais felizes, mesmo que depois possamos nos arrepender.

Então, sinceramente, isso me confunde.

É como se alguém dissesse: “E aí? Vai uma saladinha que faz bem à saúde e ao corpo ou um doce muito gostoso, mas que vai te deixar com várias celulites depois?”

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Eu costumava fazer planos antes de dormir

Mas isso não importa mais.

Eu costumava procurar nossas iniciais em todos os lugares

Mas isso não importa mais.

Eu costumava colocar você em primeiro lugar

Mas isso não importa mais.

Eu costumava gostar mais de você do que de mim

Mas isso não importa mais.

Eu costumava ignorar o que me diziam

Mas isso não importa mais.

Eu costumava acreditar que era para sempre

Porque para mim realmente era

Mas isso não importa mais.

Eu costumava escolher vestidos de noiva

Mas isso não importa mais.

Eu costumava imaginar como seria nossa velhice juntos

Mas isso não importa mais.

Eu costumava fazer cartas para você

Mas isso não importa mais.

...

Acabou

Por isso nada disso importa.


Somos nada mais do que uma partícula insignificante no infinito do universo

E nada menos do que alguém que pode mudar o mundo.

Tudo depende da nossa vontade

Afinal, de várias partículas microscópicas forma-se algo surpreendentemente grande.